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26/11/2019 - Gabinete do Prefeito
Miguel alerta sobre redução do efetivo policial e avanço da violência nos pequenos municípios

Prefeito palestrou na Mobilização Municipalista da Famurs, em Porto Alegre

 

A redução do efetivo policial no Estado é uma das principais causas para o avanço da violência, que está atingindo cada vez mais os pequenos municípios e levando medo à população. Essa é a avaliação do prefeito de Minas do Leão, Miguel Almeida, que palestrou na Mobilização Municipalista da Famurs, em Porto Alegre, esta segunda-feira (25).

 

Ao lado do prefeito de Campo Bom, Luciano Orsi, o chefe do Executivo fez um diagnóstico sobre o quadro da segurança pública no Rio Grande do Sul. Miguel destacou os números do contingente policial, que estão em queda desde a última década. "Hoje temos dois brigadianos aposentados para um ativo. Faltam aproximadamente 18 mil policiais militares e mais de 4 mil policiais civis para chegarmos ao número ideal", explicou.

 

Atualmente, o RS tem 16.716 brigadianos em atividade. Já os aposentados chegam a cerca de 30.000 homens. O efetivo ideal, segundo o estudo, seria de 35.000 policiais — um déficit de 52,53%. Já na Polícia Civil, esse índice chega a 45,6%. "O cobertor é curto. E o que está acontecendo? O crime está migrando para as pequenas cidades, onde falta essa estrutura", alertou Miguel.

 

Região Carbonífera quer ser ouvida

 

O prefeito ressaltou a situação da Região Carbonífera, que hoje tem um grande número de presídios e, em breve, pode contar com uma penitenciária federal de segurança máxima. "Grande parte dos presos que lá estão não são da nossa região. E isso atrai facções, crime organizado. Estamos contribuindo mais do que recebemos de retorno do Estado", avalia. Miguel destacou ainda que, como Minas do Leão está vinculada ao batalhão da Brigada Militar de Butiá, muitas vezes a cidade fica desassistida. "Precisaremos chegar à situação de violência das grandes cidades para sermos ouvidos?", questiona.

 

Durante o evento, que reuniu prefeitos de todo o RS, Miguel destacou que não há saídas a curto prazo. "O governador Eduardo Leite e os deputados terão de enfrentar essa questão com muita coragem. As medidas podem ser amargas, mas não há solução mágica. E todos precisarão dar sua cota de sacrifício, especialmente os altos escalões que são mais privilegiados", disse, referindo-se às reformas estruturais em debate. Ao final do encontro, que se encerra nesta terça-feira (26), as reivindicações serão compiladas em uma carta a ser entregue ao governo gaúcho.

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