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30/07/2018 - Saúde
Projeto desenvolvido em Minas do Leão é premiado em congresso nacional de saúde, no Pará

O projeto Planejamento Estratégico na Atenção Primária em Saúde (APS), desenvolvido pela Prefeitura de Minas do Leão, foi premiado no Congresso Nacional das Secretarias Municipais de Saúde, realizado na semana passada em Belém, no Pará. A iniciativa, conhecida como Rede de Atenção à Saúde, foi escolhida como a melhor experiência em saúde do Rio Grande do Sul na categoria “Gestão em saúde” e agora será retratada em um documentário que será feito pelo CONASEMS, o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde.

 

O trabalho foi apresentado pela secretária Municipal de Saúde, Melissa Wisniewski, e pela técnica em Enfermagem, Jociane Puchpon. Mais de 4,5 mil pessoas participaram do congresso, entre gestores e trabalhadores da área da saúde de todas as regiões do país. Segundo a secretária Melissa, diversos municípios demonstraram interesse em adotar o projeto da Rede nas suas cidades. “Recebemos contatos de gestores de muitas cidades pedindo o projeto, querendo saber mais como executamos em Minas do Leão. Foi muito gratificante ver que uma iniciativa que tivemos no nosso município pode servir de exemplo para outros”, destaca Melissa.

 

O projeto baseia-se em uma rede de atendimento que envolve diversas secretarias. O objetivo é planejar e executar os serviços e ações de saúde de forma interligada e reforçando a atenção básica em saúde. As reuniões da Rede de Atenção Primária em Saúde acontecem com representantes do Trabalho e Assistência Social, do Meio Ambiente, da Cultura, de Finanças e da Vigilância epidemiológica – além do Conselho Tutelar, diretores de escolas, médicas cubanas do programa Mais Médicos, enfermeiras das unidades básicas de saúde (UBSs) e agentes comunitários. “Muitas vezes, uma dificuldade econômica ou educacional pode propiciar uma patologia. E o problema de uma família pode ser o de um bairro inteiro. A partir do diálogo, identificamos e buscamos a solução e formas de prevenção”, exemplifica a secretária.

 

A Rede já foi responsável por resultados significativos. Na compra de medicamentos, por exemplo: em 2015, foram adquiridos através de pregão, 398 mil itens. O volume foi diminuindo a cada ano com o fortalecimento do trabalho do grupo. Foram 384 mil itens em 2016; 270 mil no ano passado; e, neste ano, a previsão é de 207 mil itens.  

 

Por outro lado, aumentaram as consultas nas UBSs. Em 2015 foram 27 mil, sendo que neste ano a estimativa é de 34,7 mil.  “Esse aumento é ótimo, pois a atenção básica trabalha com prevenção, com o acompanhamento e com o retorno do paciente, fatores que reduzem internação hospitalar e remoções para Porto Alegre”, explica Melissa.

 

De 2013 para cá, a taxa de internação hospitalar caiu 151%. De acordo com a secretária, um número grande de remoções com UTI móvel para a Capital é indicativo que o município não dá a devida importância à atenção básica. Outra queda significativa foi a de mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis. Desde a implantação do projeto, o índice diminuiu em 442%.

 

Segundo o prefeito Miguel Almeida, Minas do Leão trabalha para manter os bons índices de atendimento em saúde e de avaliação da área pela população. Destaca que toda a população hoje é atendida pelas Estratégias de Saúde da Família (ESFs) e que novos avanços virão nos próximos meses. “É muito significativo sabermos que nossas ações são exemplos para outras cidades. A área da saúde em Minas do Leão dá exemplo também por projetos como a Rede que sequer precisa de recursos para ser executado”, destaca o prefeito.

 

Capoeira terapêutica

 

Outro projeto leonense apresentado em Belém foi o “Somando esforços, Multiplicando resultados”. Ele tem ajudado, através da capoeira, a socializar e aumentar a autoestima de pessoas com deficiência mental, autismo, paralisia cerebral e esquizofrenia. Entre os participantes, dois cadeirantes fazem parte das aulas semanais. “Vimos que eles poderiam ir além das oficinas de artesanato que oferecemos. Apostamos em tirar as famílias da zona de conforto em que estavam. Os resultados foram surpreendentes”, explica a coordenadora do projeto, Kellen Ambos, que apresentou a ação em Belém junto à psicóloga Fernanda Araújo..  

 

Kellen cita a evolução dos pacientes, envolvendo desde a área muscular até a diminuição de medicações. Por trabalhar a parte motora, os alunos tiveram melhoras na coordenação, equilíbrio, postura e flexibilidade. Também obtiveram ganhos com o controle da timidez e descontração, o que influenciou no crescimento da confiança e da autoestima. Além disso, por não realizarem antes nenhuma atividade física, muitos sofriam com obesidade, ansiedade e depressão.

 

“Pacientes com paralisia cerebral, que possuíam a musculatura totalmente rígida, hoje têm maior flexibilidade e tentam mover-se sozinhos. Pacientes com autismo conseguiram interagir no grupo. É muito gratificante ver esse crescimento”, observa Kellen. Os alunos são acompanhados por uma equipe multidisciplinar, da qual fazem parte, além do professor, fisioterapeuta, enfermeira, psicóloga e médica. As atividades acontecem desde outubro 2017.

 



 

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