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04/07/2018 - Saúde
Projetos de Minas do Leão serão destaque em congresso brasileiro de saúde
Ações da secretaria de Saúde do município foram selecionadas para o CONASEMS, que acontecerá em Belém do Pará, entre os dias 25 e 27
 

Dois projetos da prefeitura de Minas do Leão serão conhecidos nacionalmente no final deste mês. As iniciativas - que envolvem saúde mental e planejamento estratégico em atenção primária - foram selecionadas para o 4º Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), que acontecerá em Belém do Pará, entre os dias 25 e 27 de julho. Com o tema “A saúde que queremos para o Brasil”, o encontro já tem confirmadas as presenças de mais de 5 mil congressistas, entre secretários, técnicos e gestores em saúde, além de pré-candidatos à Presidência da República. 
 

Desenvolvidos pela Secretaria da Saúde, ambos os projetos foram indicados durante o 30º encontro regional do Cosem RS, que aconteceu em Gramado em junho. “São iniciativas inovadoras, que não dependem de recursos, mas de criatividade e gestão de pessoal. É uma alegria para nós esse reconhecimento e um orgulho a possibilidade de servir de exemplo para outras cidades”, avaliou o prefeito Miguel Almeida. 
 

Gestão em rede que dá resultados

 
O “Projeto Gestores” baseia-se em uma rede de atendimento que envolve diversas secretarias, além do Conselho Tutelar e diretores de escola. O objetivo, segundo a secretária de Saúde, Melissa Wisniewski, é planejar e executar os serviços descritos no planejamento anual, de forma interligada e reforçando a atenção básica em saúde.
 

As reuniões da Rede de Apoio à Atenção à Saúde acontecem com representantes do Trabalho e Assistência Social, do Meio Ambiente, da Cultura, de Finanças e da Vigilância epidemiológica – além do Conselho Tutelar, diretores de escolas, enfermeiras das unidades básicas de saúde (UBSs) e agentes comunitários. “Muitas vezes, uma dificuldade econômica ou educacional pode ocultar uma patologia. E o problema de uma família pode ser o de um bairro inteiro. A partir do diálogo, identificamos e buscamos a solução e formas de prevenção”, exemplifica a secretária. 
 

A Rede foi responsável por resultados significativos. Na compra de medicamentos, por exemplo: em 2015, foram adquiridos através de pregão, 398 mil itens. O volume foi diminuindo a cada ano com o fortalecimento do trabalho do grupo. Foram 384 mil itens em 2016; 270 mil no ano passado; e, neste ano, a previsão é de 207 mil itens. 
 

Por outro lado, aumentaram as consultas nas UBSs. Em 2015 foram 27 mil, sendo que neste ano a estimativa é de 34,7 mil.  “Esse aumento é ótimo, pois a atenção básica trabalha com prevenção, com o acompanhamento e com o retorno do paciente, fatores que reduzem internação hospitalar e remoções para Porto Alegre”, explica Melissa. 
 

De 2013 para cá, a taxa de internação hospitalar caiu 151%. De acordo com a secretária, um número grande de remoções para a Capital é indicativo que o município não dá a devida importância à atenção básica. Outra queda significativa foi a de mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis. Desde a implantação do projeto, o índice diminuiu em 442%.
 

Capoeira terapêutica

 
O projeto “Somando esforços, Multiplicando resultados” tem ajudado, através da capoeira, a socializar e aumentar a autoestima de pessoas com deficiência mental, autismo, paralisia cerebral e esquizofrenia. Entre os participantes, dois cadeirantes fazem parte das aulas semanais. “Vimos que eles poderiam ir além das oficinas de artesanato que oferecemos. Apostamos em tirar as famílias da zona de conforto em que estavam. Os resultados foram surpreendentes”, explica a coordenadora do projeto, Kellen Ambos. 
 

A assistente social cita a evolução dos pacientes, envolvendo desde a área muscular até a diminuição de medicações. Por trabalhar a parte motora, os alunos tiveram melhoras na coordenação, equilíbrio, postura e flexibilidade. Também obtiveram ganhos com o controle da timidez e descontração, o que influenciou no crescimento da confiança e da autoestima. Além disso, por não realizarem antes nenhuma atividade física, muitos sofriam com obesidade, ansiedade e depressão. 
 

“Pacientes com paralisia cerebral, que possuíam a musculatura totalmente rígida, hoje têm maior flexibilidade e tentam mover-se sozinhos. Pacientes com autismo conseguiram interagir no grupo. É muito gratificante ver esse crescimento”, observa Kellen. 
 

Os alunos são acompanhados por uma equipe multidisciplinar, da qual fazem parte, além do professor, fisioterapeuta, enfermeira, psicóloga e médica. As atividades acontecem desde outubro 2017.
 

São dois exemplos de Minas do Leão para o Brasil. Boas ideias que não acarretaram custos ao município, apenas boa vontade e gestão estratégica.
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